A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA aprovou em janeiro de 2022
o medicamento risankizumab (Skyrizi) , do laboratório
AbbVie para o tratamento de artrite psoriática ativa (APso) em
adultos. Tornou-se o segundo anticorpo monoclonal anti-interleucina 23
disponível para o tratamento da artrite psoriásica.
A agência já tinha aprovado o risankizumab, em abril de 2019, para o
tratamento de psoríase em placas moderada a grave em adultos.
A posologia para o tratamento da APso é a mesma para pacientes com psoríase
em placas moderada a grave: apenas uma injeção subcutânea de 150 mg quatro
vezes ao ano (após duas doses iniciais nas semanas 0 e 4). Pode ser
administrada isoladamente ou em combinação com outras medicaçãoes
antirreumáticas modificadoras da doença (DMARDs).
Dois estudos clínicos de fase 3, KEEPsAKE 1 e KEEPsAKE 2, foram a base para a
aprovação. O medicamento biológico foi testado em adultos com APso ativa,
incluindo aqueles que não responderam adequadamente ou que
apresentaram intolerância à terapia biológica e/ou DMARDs não biológicos. O
desfecho primário dos estudos consistia na melhora de pelo menos 20%
em 24 semanas pelos critérios de resposta do American College of
Rheumatology (ACR20). Isto ocorreu em 51,3%-57,3% dos pacientes dos estudos,
em comparação com 26,5%-33,5% dos pacientes tratados com placebo.
Os pacientes do estudo que fizeram uso do risanquizumab também alcançaram
taxas significativamente mais altas de respostas ACR50 e ACR70, em
comparação àqueles que receberam placebo. Além disso, os pacientes que já
apresentavam dactilite e entesite experimentaram melhoras desses sintomas.
Risankizumab também foi associado a uma melhora da capacidade
funcional na 24ª semana pelo questionário HAQ ( Health Assessment
Questionnaire-Disability). Uma porcentagem significativamente maior de
pacientes, que apresentavam psoríase cutânea, apresentaram melhora de pelo
menos 90% com risanquizumabe, baseado pelo Índice da Gravidade da Psoríase
por àrea (PASI 90), em comparação com placebo.
A AbbVie disse que o perfil de segurança do risankizumab em pacientes com
APso tem sido semelhante aos pacientes com psoríase em placas.
Os estudos KEEPsAKE 1 e KEEPsAKE 2 ainda estão em andamento, e os
pacientes que permanecem nas extensões de longo prazo ainda permanecem
“cegos” para a randomização original enquanto os estudos continuarem.
O estudo fase 3 de risankizumab em pacientes com doença de Crohn e
colite ulcerativa também estão em andamento.
O estudo foi publicado no Medscape – Rheumatology
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