A obesidade associada a formas graves de COVID ‐ 19

A COVID-19 é uma doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 e apresenta um quadro clínico que varia desde infecções assintomáticas a quadros respiratórios graves. O coronavírus  foi relatado pela primeira vez na China no final de dezembro de 2019 e, desde então, evoluiu para uma pandemia global.

A doença grave é caracterizada por uma pneumonia intersticial bilateral que requer suporte ventilatório em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e pode evoluir para síndrome do desconforto respiratório do adulto com alta taxa de mortalidade.

O maior estudo da Itália, com 1591 pacientes de UTI,  relatou uma idade média de 63 anos, com apenas 203 pacientes (13%) com menos de 51 anos. 

Mas qual a relação entre a obesidade e o COVID-19?

As comorbidades comuns encontradas nos pacientes com COVID-19 são hipertensão, doença cardiovascular, diabetes tipo 2 e, mais raramente, doença pulmonar obstrutiva. Mas está ficando cada vez mais claro que a obesidade é um dos maiores fatores de risco para a doença grave de COVID-19, principalmente entre os pacientes mais jovens.

Esse risco é particularmente relevante nos EUA, por exemplo,  pois a prevalência da obesidade é de cerca de 40%, contra uma prevalência de 6,2% na China, 20% na Itália e 24% na Espanha.

Dados recém-publicados de Nova York mostram que entre aqueles com menos de 60 anos, a obesidade tinha duas vezes mais chances de resultar em hospitalização por COVID-19 e também aumentava significativamente a probabilidade de uma pessoa acabar em terapia intensiva. Em um novo estudo francês constatou-se uma alta frequência de obesidade entre pacientes internados em uma unidade de terapia intensiva pelo COVID-19; além disso, a gravidade da doença era maior com o aumento do IMC.

Acredita que o culpado por trás do aumento do risco de gravidade da doença observado com a obesidade no COVID-19 é a inflamação, mediada por depósitos de fibrina na circulação, consequentemente comprometendo a passagem de oxigênio pelo sangue. Além disso, a obesidade pode restringir a ventilação, prejudicar a resposta imune à infecção viral,  e induzir ao  estresse oxidativo prejudicando a função cardiovascular.

Conclui-se que em populações com alta prevalência de obesidade, o COVID-19 afetará populações mais jovens.

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