LASERTERAPIA

LASERTERAPIA NA DISFUNÇÃO DA ATM E DOR OROFACIAL

Pacientes portadores de Disfunção Temporomandibular (DTM) costumam
apresentar dores musculares e articulares, dores de cabeça, ruídos articulares durante os movimentos de abrir e fechar a boca, limitação de abertura bucal, entre outros. E o protocolo de atendimento para esses pacientes com DTM varia de acordo com o nível de comprometimento das estruturas musculares e articulares, com a sintomatologia clínica e o tempo de instalação do problema. Sendo assim, o tratamento deve iniciar com uma terapia para alívio dos sintomas, diminuindo a dor e melhorando a função.

A utilização de modalidades terapêuticas variadas pode ser um caminho
adequado, principalmente quando tratamos de um problema multifatorial,
como são as DTMs. Dessa forma, a Laserterapia vem se mostrando mais um
instrumento importante na obtenção de bons resultados no restabelecimento da função dos pacientes portadores de DTM, possibilitando, em alguns casos, que o paciente retome suas atividades diárias sem a necessidade de indicação de terapêutica medicamentosa ou tratamentos mais agressivos.

A laserterapia é uma modalidade de tratamento não invasiva, utilizada na
prática clínica para o alívio da dor e regeneração dos tecidos comprometidos. Esta técnica tem sido defendida como benéfica no tratamento da DTM pelos efeitos anti-inflamatório, analgésico e modulador da atividade celular. No entanto, deve ser utilizada como método auxiliar de tratamento, uma vez que seu uso exclusivo possivelmente produzirá efeitos passageiros, assim como um tratamento medicamentoso. Na maioria dos casos de DTM, a laserterapia deve ser coadjuvante ao tratamento de reequilíbrio neuromuscular e biomecânico do sistema mastigatório, realizado com o uso da placa miorrelaxante e controle de fatores etológicos (causais).

A laserterapia de baixa intensidade para desordens musculoesqueléticas está baseada na irradiação de algumas áreas específicas e inter-relacionadas: área de dor e inflamação, trigger-points, área de dor referida e pontos de acupuntura.

Como a laserterapia atua?

A laserterapia possui como objetivo auxiliar o organismo a regular seus
processos biológicos colaborando com a sua regeneração, restabelecendo o
equilíbrio, chegando-se a cura de modo mais ordenado e, na maioria das vezes de forma mais rápida.

Os efeitos sistêmicos ou efeitos a distância do foco de aplicação da luz ocorrem devido às moléculas foto-aceitadoras não especializadas absorverem luz em certos comprimentos de onda e a transferirem para uma segunda molécula. Esta ativação é capaz de causar reações químicas nos tecidos adjacentes.

Quais são os efeitos da laserterapia?

O laser tem sua melhor indicação no controle do processo doloroso.

Quais os efeitos do laser no tratamento de pontos gatilho?

Devido as suas características biomoduladoras a laserterapia é capaz de atuar na regularização do metabolismo muscular localizado e diretamente nos pontos gatilho, permitindo sua desativação. É uma terapêutica eficiente, não invasiva, bem tolerada em qualquer idade e praticamente sem efeitos colaterais. O tratamento pode ser avaliado pelo aumento da mobilidade e força muscular, menor desconforto à palpação, diminuição do tamanho e da sensibilidade dos Pontos Gatilho.

LASERTERAPIA NO TRATAMENTO DA NEURALGIA DO TRIGÊMEO

A Neuralgia do Trigêmeo caracteriza-se pela disfunção do nervo trigêmeo (nervo craniano V), que conduz a informação da sensibilidade da face ao cérebro. A sua disfunção causa episódios de dor forte e em choque que pode durar alguns segundos a minutos.

A neuralgia pode ter origem idiopática (desconhecida) e secundária (geralmente causada por um trauma no nervo, podendo ser de origem dentária causado por uma extração, tratamento endodôntico ou até mesmo por uma prótese mal adaptada). A neuralgia é normalmente refratária aos tratamentos convencionais e o tratamento com Laser pode ser uma opção clinicamente eficaz e não invasiva.

O diagnóstico é feito a partir da história clínica do paciente, buscando-se mapear as possíveis causas e sintomas. Fatores desencadeantes da dor devem ser considerados (por exemplo: frio, toque, mastigação, água gelada, etc). Em seguida, busca-se descobrir qual o ramo do nervo afetado a partir do relato de qual região apresenta a sintomatologia dolorosa.

A laserterapia atua de modo a promover analgesia pela cicatrização da fibra nervosa lesionada ou recuperação do limiar nervoso alterado.

A ação benéfica do laser está associada ao seu efeito antiinflamatório e analgésico local, modulando a disfunção do feixe nervoso (que é o que caracteriza a doença). Com o tratamento, o limiar de transmissão nervosa pode voltar ao normal e as crises dolorosas características da neuralgia reduzidas ou evitadas.

A aplicação deverá ser feita ao longo do trajeto do nervo afetado, de forma pontual, com uma distância de 1 a 1,5 cm entre os pontos.

LASERTERAPIA NO TRATAMENTO DA PARALISIA FACIAL DE BELL

O laser terapêutico também foi testado no tratamento da Paralisia Facial de Bell, doença que provoca a perda dos movimentos faciais e que é relacionada a pessoas submetidas à alto grau de estresse, e possivelmente causada pelo vírus herpes zoster. Segundo Vitor Panhóca, pesquisador, é importante que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível após o acometimento da paralisia. O correto diagnóstico é essencial para realização da terapêutica adequada. Para isso, é indispensável uma avaliação neurológica. O principal papel do laser no tratamento da Paralisia Facial de Bell é acelerar o processo de recuperação dos movimentos da face dos pacientes tratados. No entanto, é possível que a afecção recorra.