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Cirurgia Ortognática: entenda como funciona

De: | Tags: , , | Comments: 0 | agosto 12th, 2016

A Cirurgia Ortognática é um procedimento cirúrgico de reposicionamento ósseo, realizado pelo Cirurgião Bucomaxilofacial, no tratamento de pacientes com desproporções esqueléticas e/ou más oclusões que não podem ser solucionadas, satisfatoriamente, pelo tratamento ortodôntico convencional, havendo, portanto, a indicação de um Tratamento Ortocirúrgico. Neste tratamento, a Ortodontia e a Cirurgia Bucomaxilofacial trabalham juntas, uma complementando a outra. A Ortodontia atua sobre os dentes, enquanto a Cirurgia atua nos ossos basais.

 

Quais fatores podem determinar alterações faciais ou malformações esqueléticas dos maxilares?

As deformidades esqueléticas faciais são resultantes de má posição ou malformações dos maxilares, e podem ter origens variadas. À primeira vista, é forte a influência hereditária nas características faciais, sendo fácil reconhecer tendências familiares na inclinação do nariz, na forma dos maxilares e no tipo de sorriso.

As más oclusões e desordens hereditárias podem ocorrer de duas formas. A primeira seria a desproporção entre o tamanho dos dentes e dos maxilares, que produzirá apinhamentos (dentes encavalados) ou diastemas (espaços entre os dentes). A segunda seria a desproporção de tamanho ou forma entre a maxila e a mandíbula, o que poderia causar uma relação oclusal inadequada e desarmonias esqueléticas importantes.

Outros fatores que podem determinar alterações faciais esqueléticas são distúrbios no desenvolvimento embrionário, síndromes, anomalias congênitas, traumas durante o crescimento esquelético em decorrência de fraturas dos maxilares durante a infância e fatores ambientais.

 

A importância da Primeira Consulta

Inicialmente é realizada uma consulta e exame clínico do paciente. Ela pode ser realizada tanto pelo Ortodontista quanto pelo Cirurgião Bucomaxilofacial. Não importa qual profissional realizará a primeira consulta de um paciente com potencial para tratamento ortocirúrgico. O importante é que, havendo indicação para a Cirurgia Ortognática, que eles, juntos, elaborem o diagnóstico, o plano de tratamento e qual será a sequência de tratamento. O exame clínico é de grande importância para a realização de um diagnóstico fidedigno. Nessa fase, é importante evidenciar a queixa principal do paciente e suas expectativas com relação ao tratamento, que pode incluir melhorias na estética e função dentais, na estética facial e na função das ATMs.

 

Quais exames são necessários no Tratamento Ortocirúrgico?

Os exames necessários para diagnóstico e planejamento do caso são os mesmos utilizados para qualquer outro tratamento ortodôntico, incluindo exame da oclusão, análise facial detalhada e documentação ortodôntica (modelos dos dentes, radiografias e fotografias). As tomografias cone beam também podem auxiliar no diagnóstico e planejamento de casos específicos.

A avaliação psicológica também pode ser necessária nos casos ortocirúrgicos, uma vez que é comum mudanças significativas na feição do paciente após uma Cirurgia Ortognática.

 

A Cirurgia Ortognática pode ser realizada apenas pelo fator estético?

A estética facial tem peso significativo na indicação de uma Cirurgia Ortognática, mas não deve ser o único objetivo a ser almejado. Estética e, principalmente, a função mastigatória são os objetivos principais de um tratamento ortocirúrgico. Pacientes com grandes desarmonias esqueléticas faciais, que apresentam queixas estéticas importantes, estão mais propensos à indicação de uma Cirurgia Ortognática.

No entanto, o tratamento ortocirúrgico também pode ser indicado em casos em que, embora não exista uma queixa estética importante por parte do paciente, limitações biológicas na realização da movimentação dentária ortodôntica, tais como integridade periodontal, com adequada altura e espessura óssea de osso alveolar e de comprimento e forma radicular normais, contraindiquem o tratamento ortodôntico convencional.

 

Como prevenir ou evitar o início e/ou avanço das deformidades faciais?

A maioria das más oclusões apresenta algum grau de comprometimento esquelético e pode ser tratada pela Ortodontia e Ortopedia Facial durante os períodos de maior crescimento durante a infância. Estes tratamentos, quando realizados no momento certo, controlando ou modificando o crescimento, podem corrigir ou minimizar consideravelmente desarmonias esqueléticas entre a maxila e mandíbula, evitando em muitos casos a necessidade de Cirurgia Ortognática no futuro.

 

Preparo Ortodôntico Pré-Cirúrgico

Após definido o plano de tratamento ortocirúrgico pelo ortodontista e pelo cirurgião, em conjunto, inicia-se a fase de preparo dos dentes para a Cirurgia Ortognática, denominada Preparo Ortodôntico Pré-Cirúrgico. Esta fase é realizada pelo ortodontista, que através da montagem do aparelho ortodôntico fixo, realiza a movimentação dentária para corrigir as más posições dentárias, nas arcadas superior e inferior, eliminar compensações dentárias e posicionar os dentes corretamente em suas bases ósseas.

Nesse momento, geralmente, ocorre uma piora da deformidade esquelética, que fica mais evidente, piorando a aparência do paciente. No entanto, esta piora é necessária para que no momento da cirurgia, o cirurgião tenha uma maior possibilidade de movimentação das bases ósseas.

 

Características do procedimento cirúrgico e fase pós-operatória

Finalizada a fase de preparo pré-cirúrgico e realizado o preparo do aparelho para a cirurgia, o paciente volta ao cirurgião bucomaxilofacial. Nova documentação ortodôntica, modelos, traçado predictivo, montagem em articulador e cirurgia de modelos, são realizados para estudo e planejamento da cirurgia propriamente dita. Embora a Cirurgia Ortognática seja um procedimento invasivo, realizado em ambiente hospitalar, normalmente com anestesia geral, e requeira um pós-operatório com algumas restrições, ela é realizada com incisões por dentro da boca, sem deixar cicatrizes visíveis na face.

Os cortes nos ossos, conhecidos como osteotomias, são realizados de acordo com o planejamento cirúrgico, e os segmentos de ossos separados e reposicionados durante a cirurgia, são fixados através de placas e parafusos de titânio. Após a realização da cirurgia, o paciente é acompanhado pelo cirurgião em média por mais 45 dias, onde é controlado o uso de elásticos intermaxilares e a estabilidade pós-operatória. Após este período, o paciente é liberado para que volte ao ortodontista para dar prosseguimento à fase ortodôntica pós-cirúrgica e, finalização do tratamento.

A fase ortodôntica pós-cirúrgica dura geralmente de 6 a 8 meses. Finalizada esta última fase, o aparelho ortodôntico é removido e são instalados os aparelhos de contenção, como nos casos ortodônticos convencionais.

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