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Terapia de ondas de choque acelera a cicatrização de úlceras digitais na esclerose sistêmica, segundo estudo

De: | Tags: , , , | Comments: 0 | novembro 24th, 2017

LOYOLA & AVELLAR  ATUALIZAÇÕES

Terapia de ondas de choque e Esclerose Sistêmica

A terapia de ondas de choque extracorpórea (TOC) demonstrou melhorar expressivamente a cicatrização de feridas em pacientes com esclerose sistêmica e úlceras digitais.

Resultados do estudo apresentado no Encontro Anual do Colégio Americano de Reumatologia (ACR) de 2017 em San Diego sugerem que a TOC pode ser realizada com segurança como uma alternativa terapêutica para tratar úlceras digitais na esclerose sistêmica.

Os pacientes com esclerose sistêmica com frequencia desenvolvem o que é chamado de fenômeno de Raynaud. Isso pode levar ao dano tecidual e ao desenvolvimento de úlceras digitais na pele.

Drogas imunossupressoras, vasodilatadores e anticoagulantes são ineficientes no tratamento do fenômeno de Raynaud. Outras estratégias para melhorar a vascularização e ajudar a cicatrização de feridas foram propostas como resultado, incluindo a terapia de ondas de choque.

A TOC é uma técnica não-invasiva que tem sido utilizada por aproximadamente 30 anos para desintegrar cálculos urinários, mas também vem sendo aplicada no tratamento de várias condições ortopédicas e traumáticas, incluindo feridas de tecido mole.

Esta tecnologia mostrou estimular de maneira efetiva a produção de fatores de crescimento e induzir a formação de novos vasos sanguíneos, etapas necessárias para a cicatrização adequada das feridas.

Uma equipe de pesquisadores japoneses avaliou a eficácia e segurança da TOC no tratamento de úlceras de pele em pacientes com esclerose sistêmica, no estudo “Non-Randomized Controlled Trial to Evaluate the Effect of Extracorporeal Shock Wave Therapy on Digital Ulcers in Systemic Sclerosis”.

O Estudo

O estudo incluiu 60 pacientes com o diagnóstico de esclerose sistêmica com presença de úlceras digitais refratárias. Eles foram tratados previamente com um vasodilatador intravenoso (prostaglandina E1) por pelo menos quatro semanas. Trinta pacientes foram tratados com TOC e 30 pacientes mantiveram na terapia convencional como grupo controle.

O estudo mostrou que a TOC induziu melhora clínica significativa na recuperação de úlceras digitais em pacientes com esclerose sistêmica. Após oito semanas de tratamento, os pacientes com TOC tiveram uma diminuição média de 4,47 no número de úlceras, em comparação com 0,83 no grupo controle.

O número médio de novas úlceras no grupo tratado com terapia de ondas de choque foi de 0,23 em comparação com 1,57 nos controles. Vinte e um pacientes que receberam a terapia reduziram o número de úlceras em 70% ou mais; um nível obtido por oito pacientes na terapia convencional.

Não foram observados eventos adversos graves relacionados à TOC.

Os pesquisadores concluíram que depois de 8 semanas, a TOC demonstrou melhora clínica significativa em pacientes com esclerose sistêmica com úlceras digitais refratárias. Este tratamento é bem tolerado e minimamente invasivo, podendo ser repetido sem efeitos adversos. De modo geral, os resultados do estudo sugerem que a TOC é um tratamento novo e eficaz que pode ser adicionado à terapia farmacológica.

Texto publicado na Scleroderma News

 

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Marcelo de Loyola e Silva Avellar Fonseca CRM-PR 24-812

 

Dr. Marcelo de Loyola e Silva Avellar Fonseca – Reumatologista

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