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Risco de mortalidade duplica nos pacientes com gota e ácido úrico elevado

De: | Tags: , , , | Comments: 0 | dezembro 17th, 2018

L&A ATUALIZAÇÕES

Dados de um novo estudo mostram que pacientes com gota que não conseguem atingir valores ideais de ácido úrico sanguíneo apresentam risco aumentado de mortalidade prematura.

Segundo o Dr. Fernando Pérez-Ruiz, do Hospital Universitario Cruces em Vizcaya, Espanha, o risco é duas vezes maior em pacientes com níveis de ácido úrico de 6 mg / dL ou mais, comparados àqueles com níveis abaixo de 6 mg / dL. Essas informações foram dadas durante uma coletiva de imprensa na Reunião Anual de 2018 do Colégio Americano de Reumatologia.

Para o seu estudo de coorte de acompanhamento prospectivo, Pérez-Ruiz e seus colegas avaliaram 1193 pacientes com quadro de gota e tiveram pelo menos uma consulta de acompanhamento de 1992 a 2017.

As mortes foram confirmadas a partir de registros médicos, familiares e registros locais de óbitos. Os valores sanguíneos de ácido úrico foram monitorados durante o acompanhamento médico e divididos em inferior a 6 mg / dL ou  maior e igual a 6 mg / dL.

A duração média de doença foi de 6,8 anos, a média de idade foi de 60 anos, o número médio de crises no ano anterior foi de três a quatro e 92% da coorte era representada por homens.

Pacientes com valores de ácido úrico de 6 mg / dL ou mais, a taxa de risco foi de 2,39 (intervalo de confiança de 95%, 1,64 – 3,50) após ajuste para sexo, idade, eventos cardiovasculares prévios e valor de ácido úrico inicial.

Atualmente, existem duas abordagens para tratamento da gota: tratar as crises, desde que a gota grave não se desenvolva, e tratar o alvo.

Esses dados mostram a necessidade de uma vigilância renovada por parte dos médicos para que os pacientes com gota atinjam o alvo recomendado.

“Nós fazemos isso com diabetes, hipertensão e hiperlipidemia, e acho que é hora de fazer isso com a gota”, disse dr. Peres-Ruiz

Sabemos que valores menores que 6 mg / dL evitam crises e incapacidade a longo prazo, no entanto, se você aborda sobre mortalidade, isso é levado mais a sério pelo paciente”, explica dra. Shraddha Jatwani, médica reumatologista em Evansville.

Os resultados desse estudo ajudarão os médicos a dar uma mensagem mais enfática aos pacientes sobre a necessidade de tomar seus medicamentos diariamente e melhorar à adesão às dietas, disse ela ao Medscape News.

Pérez-Ruiz e alguns de seus co-autores relatam receber apoio da Amgen, da Grünenthal, da Menarini, da Asociación de Reumatólogos de Cruces, do Conselho de Pesquisa em Saúde, da Fundação de Pesquisa e Educação do Centro-Oeste e da Astellas. Jatwani não revelou relações financeiras relevantes.

Texto publicado no Medscape Rheumatology

 

 

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Marcelo de Loyola e Silva Avellar Fonseca CRM-PR 24-812

 

Dr. Marcelo de Loyola e Silva Avellar Fonseca – Reumatologista

 

 

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