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Tudo o que você precisa saber sobre Hipertensão

De: | Tags: | Comments: 0 | junho 15th, 2018

A hipertensão é uma das doenças mais prevalentes em nosso meio e é considerado um importante fator de risco para diversas doenças como acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, doença vascular periférica e doença renal crônica.

Devido à elevada morbidade e mortalidade associadas, a prevenção e o tratamento da hipertensão são fundamentais como política de saúde.

 

Quais os sintomas da Hipertensão Arterial?

 

A maioria das pessoas não apresenta nenhum sintoma, mesmo quando os níveis pressóricos encontram-se bem elevados. E por ser uma condição assintomática na maior parte dos casos, a hipertensão arterial pode causar danos irreversíveis aos vasos sanguíneos e órgãos, especialmente o cérebro, coração, olhos e rins.

Algumas pessoas podem ter dores de cabeça ou sangramentos nasais, mas esses sinais e sintomas não são específicos e geralmente não ocorrem até que a pressão arterial alta tenha atingido um estágio mais grave. Outros sintomas que sugerem um estágio mais avançado de hipertensão e requerem atenção médica imediata são:

Falta de ar

Tontura

Dor no peito

Alterações visuais

Sangue na urina

Quais as causas da Hipertensão Arterial?

 

Existem dois tipos de hipertensão:

1- Hipertensão Primária

A hipertensão primária também chamada de hipertensão essencial é a causa mais comum de elevação da pressão arterial. Esse tipo de hipertensão se desenvolve ao longo do tempo sem uma causa identificável ou atribuível, mas existem diversos mecanismo envolvidos como:

Genética: Algumas pessoas estão geneticamente predispostas à hipertensão. Isso pode ser devido a mutações genéticas ou anormalidades genéticas herdadas dos pais

Ambiental : Estilo de vida pouco saudáveis – como a falta de atividade física e a má alimentação – podem interferir no peso. O excesso de peso ou a obesidade podem aumentar seu risco de hipertensão.

2- Hipertensão Secundária

Algumas pessoas têm pressão elevada causada por uma condição subjacente. Este tipo de alteração na pressão arterial, chamada hipertensão secundária, tende a aparecer de repente e causar valores pressóricos mais elevados do que a hipertensão primária. Várias condições podem causar hipertensão secundária. Dentre elas incluem:

– Doenças renais

– Apneia obstrutiva do sono

– Distúrbios da tireóide

– Efeitos colaterais de medicamentos

– Uso de drogas ilegais ( ex.: cocaína e anfetamina)

– Abuso de álcool ou uso crônico

– Cardiopatias congênitas

– Tumores da glândula da adrenal

– Tumores endócrinos

 

Quais são os fatores de riscos associados à hipertensão arterial?

 

Idade. O risco de hipertensão arterial aumenta à medida que envelhece.

 

Raça. A pressão arterial elevada é particularmente comum entre os negros, muitas vezes se desenvolvendo em uma idade mais precoce do que em brancos.

 

História familiar

 

Sobrepeso ou obesidade

 

Sedentarismo. A falta de atividade física também aumenta o risco de sobrepeso e a prevalência de  outros fatores de risco, o que contribui para o aumento da pressão arterial

 

Tabagismo. O uso do tabaco no cigarro contribui para o aumento temporário da pressão arterial. Além disso, os produtos químicos constituintes do cigarro contribuem para o estreitamento das artérias, aumentando assim a pressão sanguínea.

 

Excesso de sal. O sódio em excesso na dieta pode aumentar a retenção de líquidos e consequentemente aumentar a pressão arterial

 

Deficiência de potássio na sua dieta. O potássio ajuda a equilibrar a quantidade de sódio em suas células.

 

Excesso de álcool. A ingestão de álcool em excesso, seja cronicamente ou em quantidades elevadas em um dia,  pode elevar a sua pressão sanguínea.

 

Estresse. Altos níveis de estresse podem levar a um aumento temporário da pressão arterial.

 

Condições crônicas. Certas condições crônicas também podem aumentar seu risco de pressão arterial alta, como doença renal, diabetes e apnéia do sono.

 

Como realizar o diagnóstico de Hipertensão Arterial?

 

Diagnosticar a hipertensão não é uma tarefa difícil. A maioria dos consultórios médicos avalia a pressão arterial como parte de uma visita de rotina.

O diagnóstico de hipertensão raramente é dado após uma única avaliação. Isso ocorre porque a pressão sanguínea normalmente varia ao longo do dia e pode estar elevada durante as visitas ao médico (hipertensão do avental branco). Além disso, na primeira consulta, sua pressão arterial geralmente deve ser medida em ambos os braços para determinar se existe uma diferença entre os braços.

Seu médico precisa realizar anamnese e um exame físico completos para definir se há algum fator ambiental, comportamental ou medicamentoso que possa estar interferindo na sua pressão, já que existem diversos fatores que podem levar ao aumento temporário da pressão.

Se a sua pressão sanguínea permanecer alta, seu médico provavelmente realizará mais testes para descartar as condições subjacentes. Esses testes podem incluir:

Exame de urina

Exames laboratoriais: triagem de colesterol, perfil tireoidiano, função renal, glicemia

ECG (eletrocardiograma)

Ecografia Abdominal

Ecocardiografia Transtorácica

 

Qual a definição de Hipertensão Arterial?

 

Para entender melhor a definição de hipertensão é importante explicar o que é a Pressão Arterial. Esta significa a força exercida pelo sangue contra as paredes dos vasos sanguíneos, que depende do trabalho realizado pelo coração e da resistência dos vasos sanguíneos. Quanto mais estreito uma artéria, por exemplo, maior a sua resistência e consequentemente maior a pressão arterial.

Ao realizar a leitura da pressão arterial, dada em milímetros de mercúrio (mmHg), existem dois números a serem analisados. O primeiro número, ou superior, mede a pressão nas artérias quando o coração bate (pressão sistólica). O segundo número, ou inferior, mede a pressão em suas artérias entre os batimentos cardíacos (pressão diastólica).

Após publicação recente das novas diretrizes para se classificar a pressão arterial, podemos enquadrar em quatro categorias:

 

Pressão arterial normal: É considerado pressão arterial normal se estiver abaixo de 120/80 mmHg.

Pressão arterial elevada: Define-se pressão arterial elevada quando a pressão sistólica varia de 120 a 129 mmHg e a pressão diastólica está abaixo de 80 mmHg.

Hipertensão estágio 1: Definida  pela presença de uma pressão sistólica que varia de 130 a 139 mmHg ou uma pressão diastólica que varia de 80 a 89 mmHg.

Hipertensão estágio 2: Hipertensão mais grave, a hipertensão estágio 2 é definida pela pressão sistólica de 140 mmHg ou mais ou uma pressão diastólica de 90 mmHg ou mais.

 

Tratamento  

 

O tratamento da hipertensão arterial compreende tanto as mudanças no estilo de vida como a terapia medicamentosa. Orientações a respeito de mudança do estilo de vida devem ser recomendadas para todos os pacientes  pois contribuem para a redução da pressão arterial. Dentre elas incluem:

 

      • Praticar atividade física regularmente
      • Reduzir o estresse no dia a dia
      • Perder peso
      • Ter uma alimentação saudável
      • Parar de fumar
      • Reduzir a ingestão de bebida alcoólica
      • Reduzir a quantidade de sódio (sal) na alimentação
      • Comer mais alimentos ricos em potássio
      • Considerar cortar a cafeína

 

Tratamento Farmacológico

 

A terapia farmacológica é indicada caso as mudanças no estilo de vida não apresentem resultados adequados para o controle da pressão arterial. Existem várias opções de medicamentos para o tratamento da hipertensão arterial e a sua escolha depende de cada caso.

Dentre os medicamentos utilizados como primeira escolha encontram-se: diuréticos tiazídicos,  inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) / bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA) e bloqueadores do canal de cálcio (BCC). Além das medicações de primeira escolha existem outras opções que podem ser utilizadas caso não se atinja os alvos terapêuticos da pressão arterial. Dentre elas encontram-se:  Antagonistas da aldosterona, Beta-bloqueadores, Alfa bloqueadores, inibidores da renina, vasodilatadores e agentes de ação central.

A  medicação mais indicada prescrita pelo médico depende das medidas da pressão arterial e dos problemas médicos associados. A seguir encontram-se algumas opções de anti-hipertensivos conforme a comorbidade associada:

1- Insuficiência cardíaca: Diurético, betabloqueador, inibidor da ECA / BRA, antagonista da aldosterona

2- Após infarto agudo do miocárdio: Beta-bloqueador, inibidor da ECA, Antagonistas da aldosterona

3- Diabetes: inibidor da ECA / BRA

4- Doença renal crônica: inibidor da ECA / BRA

Quais são as metas no tratamento da pressão arterial?

 

O  objetivo do tratamento da pressão arterial deve ser inferior a 130/80 mmHg se:
1- Você é um adulto saudável com 65 anos ou mais
2- Você é um adulto saudável com menos de 65 anos de idade com um risco de 10% ou mais de desenvolver doenças cardiovasculares nos próximos 10 anos
3- Você tem doença renal crônica, diabetes ou doença arterial coronariana

 

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9 Dicas para reduzir a pressão arterial

 

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Alexandre

 

Dr. Alexandre de Loyola e Silva Avellar Fonseca – Cardiologista

 

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