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Costocondrite – sintomas, causas e tratamento

De: | Tags: , , | Comments: 0 | fevereiro 14th, 2019

Introdução

A costocondrite é uma inflamação da articulação costocondral ou costosternal que causa dor localizada na região torácica anterior. Esta articulação como o nome mesmo diz une as costelas ao esterno. Qualquer uma das sete junções costocondrais pode ser acometida e em mais de 90 % dos casos, mais de um local é acometido. As articulações mais comumente envolvidas são as 2ª, 3ª, 4ª e 5ª junções costocondrais , principalmente à esquerda.

A maioria dos casos de costocondrite é autolimitado, no entanto, alguns  podem se tornar recorrentes e/ou persistentes.

Os estudos mostram uma maior prevalência nas mulheres do que em homens (70% versus 30%). Além do sexo feminino, uma história de microtraumas, etnia hispânica e idade maior que 40 anos também são fatores de risco.

Uma história prévia de pequenos traumas repetitivos ou atividade não muito comum (por exemplo, pintura, movimentação de móveis) é comum.

 

Sintomas

O início dos sintomas da costocondrite geralmente é insidioso, isto é, de início lento e progressivo. Geralmente os pacientes costumam se queixar de dor em tórax anterior, bastante intensa e bem localizada, do tipo pressão ou penetrante, que piora ao movimento,  inspiração profunda  e alivia ao repouso.  Alguns pacientes queixam-se de dor mais abrangente com irradiação para o dorso ou abdome.

A dor à palpação do local da junção costocondral é um achado constante na costocondrite. A ausência dela fala contra o diagnóstico. O exame físico pode ajudar a diferenciar da síndrome de Tietze, que também se caracteriza por dor em região costocondral. No entanto, esta síndrome se caracteriza por um inicio dos sintomas mais abrupto, com sinais inflamatórios locais ( inchaço, calor e vermelhidão) , geralmente da 2ª e 3ª articulação costocondral.

 

Causa

A causa da costocondrite não está bem definida. Como descrito anteriormente, pequenos traumas repetitivos podem ser a causa mais provável  (ex. exercício extenuante, carregar peso, tosse persistente) . Infecção bacteriana ou fúngica pode ser encontrada em pacientes  submetidos a cirurgia torácica ou usuários de droga endovenosa.

A costocondrite também pode estar associada a doenças como artrite reumatoide e espodiloartrites. Alguns relatos de casos descreveram costocondrite em paciente com deficiência de vitamina D com resolução do quadro após sua reposição.

 

Diagnóstico

Não existem exames laboratoriais ou de imagem específicos para o diagnóstico de costocondrite. A história clínica e um exame físico bem feito são a base para o diagnóstico correto. No entanto, algumas vezes são necessários exames como eletrocardiograma ou radiografia de tórax para descartar possíveis doenças cardíacas ou pulmonares, respectivamente.

 

Diagnóstico diferencial

Outras doenças podem causar dores localizadas na região anterior do tórax e devem ser pensadas como diagnóstico diferencial. Elas incluem:

  • Síndrome de Tietze
  • Dor miofascial
  • Infarto Agudo do Miocárdio
  • Pericardite
  • Policondrite
  • Fibromialgia

 

Tratamento

Apesar da maioria dos casos de costocondrite ser autolimitada, há quase sempre a necessidade de tratamento medicamento para redução da inflamação e consequente alívio da dor. A droga mais amplamente utilizada é o anti-inflamatório (ex. ibuprofeno , naproxeno e cetoprofeno).

Em casos de refratariedade, medicamentos de origem opioide podem ser necessários, como codeína, tramadol ou oxicodona . Nos casos mais persistentes, medicamentos usados no tratamento de dor crônica como anti-depressivos e anti-convulsivantes podem ser utilizados (ex. amitriptilina e gabapentina, respectivamente)

Medidas não medicamentosas incluem:

  • evitar movimentos ou exercícios que possam agravar os sintomas;
  • mudanças ergonômicas em casa e no trabalho
  • calor local;
  • infiltração local com anestésico ou corticoide
  • biofeedback
  • exercícios de alongamento da musculatura peitoral

 

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Marcelo de Loyola e Silva Avellar Fonseca CRM-PR 24-812

 

Dr. Marcelo de Loyola e Silva Avellar Fonseca – Reumatologista

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